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Mundo Felino Conte a história do seu gato Escrito por Amigos dos Felinos às 20h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Lisbela, a prisioneira
Ricelli Araújo Desde criança em Acari, convivi com esses animais que de egoístas não tem nada, como as pessoas costumam dizer. Lembro de vários deles lá por casa, até aparecer uma em especial, que deu origem a uma dinastia de gatos brancos na minha casa. Vick não tinha um pêlo que não fosse branco, além de lindos olhos azuis. Depois dela veio sua filha Mila e na seqüência, Jeremias, e mais duas Milas. Nesse tempo mudei para Natal e passei a não ter a companhia dos felinos. Ano passado minha sobrinha Nara Luiza veio morar comigo e como passo o dia praticamente fora, ela costumava reclamar da "solidão". E resolveu trazer uma das crias de uma das gatas lá de Acari para fazer companhia. E o nome qual seria? Sempre gostei de animais com nome de gente. Acho que dá mais personalidade ao bicho. Pois bem. Ouço muito o cd com a trilha sonora do filme Lisbela e o prisioneiro. Gosto muito da composição Lisbela de Marcelo Camelo. E Nara disse que o nome da gata seria Lisbela, pois ela era a prisioneira. Tudo isso, porque passava o resto do dia sozinha no apartamento estudando para o Vestibular. Aí, decidimos por Lisbela. Mas, a danada não tem nada da personalidade frágil da personagem de Débora Falabellla no filme. A nossa Lisbela é inquieta e cheia de artimanhas. Uma figura!!! A letra da música é esta. Para ouvir, é só entrar no site Terra e procurar. Vale a pena!!! *Riccelli Araújo é jornalista Escrito por Amigos dos Felinos às 19h53 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] De leite na seringa a mamar na toalha. Tudo aconteceu na primeira noite Parte II
Bom, eu estava muito tocada com aquele gatinho pequeno, feinho, aparentemente mais um gato de rua, ´peduro´ e sem importância, como milhares que nascem diariamente e vivem pelas ruas escuras desta vida, se escondendo dos perigos e virando as latas de lixo à procura do que comer. Mas não. Aquele ali, tão pequeno, meio raquítico, com olhos lacrimejantes, parecia ter vindo para um ensinamento maior na vida de um ser humano que nunca havia tido uma maior proximidade com um animal de estimação e nem sabia o que era isso: cuidar de um bicho. Um bicho que não falava, não dizia em bom português o que sentia... Logo eu, uma mulher habituada às palavras faladas e escritas. Como se entendia um gato? Eis a questão. Aquele bichinho estava ali, entregue única e exclusivamente à minha compreensão. Nem miar ele sabia ainda. Depois de uma conversa com Suzete, minha irmã já citada aqui, cheguei à conclusão que o melhor seria levá-lo para minha casa e tentar alimentá-lo. Assim o fiz. Ao chegar em casa achei uma bacia, forrei com panos quentes e tentei fazê-lo dormir. Depois fiz leite Molico desnatado, botei numa seringa e tentei alimentar o pequeno gatinho. Ele relutava, mas...na falta de uma teta, sorvia vagarosamente. Era de gota Foi uma noite longa a primeira com meu gatinho, até então sem nome definido. Foi só a primeira de uma série de longas noites, melhor dizendo. Coisa que conto amanhã a você. Escrito por Amigos dos Felinos às 11h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Os sentidos apurados dos gatos Visão e audição
Nos gatos, os olhos são basicamente iguais aos de um ser humano. Sua visão noturna não é melhor que a do homem, sendo uma inverdade o fato de eles serem capazes de enxergar no escuro. O que acontece é que têm a capacidade de captar melhor mínimas quantidades de luz ao seu redor. Semelhantes aos humanos, os gatos possuem em seu sistema ocular, bastões e cones, células receptoras na retina que captam a luz. O que há de diferente é que ao passar a luz por essas células, reflete-se por até quinze camadas de células brilhantes, chamadas “tapetum lucidum”, uma espécie de espelho. A luz volta refletindo, tocando novamente os cones e bastões. Esse efeito é o que capacita o gato a discriminar visualmente com até 1/6 da luz necessária para o ser humano. O brilho desse “tapetum lucidum” provoca aquele efeito de luminosidade que percebemos nos olhos dos gatos no escuro, como se fossem faróis. Os campos visuais dos gatos, é maior que o nosso, adaptando-se a situações de caça e podendo julgar profundidade e distância com perfeição. Escrito por Amigos dos Felinos às 12h30 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Os sentidos apurados dos gatos Olfato e paladar
O olfato é outro sentido muito importante. Os gatos possuem cerca de 19 milhões de nervos especializados em olfatos, o que é bastante se comparados com apenas 5 milhões nos humanos. O interessante, ainda em termos comparativos, é saber que um cachorro com focinho comprido tem cerca de 147 milhões desses nervos Gatos como sabemos, tendem a ser meticulosos para com a comida, sendo mais seletivos do que gulosos. Cachorros facilmente adotam uma dieta humana, o que os torna bem diferentes dos gatos. Estes deixam bem claro ao dono o que gostam e o que não gostam. E, não é difícil que um gato morra de fome por não ter acesso à alimentação que deseja. O intestino do gato é proporcionalmente menor que o do homem, por ser essencialmente carnívoro. O intestino dos gatos selvagens é mais curto que o dos gatos domésticos, provavelmente porque os gatos de estimação estão mais acostumados a uma maior variedade de alimentos. Os gatos têm molares especializados em destrinchar carne, sendo firmes e cortantes como lâminas. Contém caninos, presas, chamados dentes de mordida, que servem para apanhar a presa ou alimento, e os molares. Para dar força a mordida felina possuem pequenas e fortes mandíbulas. Escrito por Amigos dos Felinos às 12h29 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Os sentidos apurados dos gatos Tato
O tato é também extremamente desenvolvido nos gatos. Acredita-se que os bigodes estão também relacionados com o tato, apesar de ainda não totalmente compreendida sua função. A remoção dos bigodes pode deixar o gato muito perturbado. Não existe evidência na crendice de que os pares de bigodes de cada lado do focinho do gato sejam da mesma largura que seu corpo, possibilitando a ele verificar se pode ou não passar por corredores estreitos sem tocar em nada e não fazendo barulho que possa assustar a presa. No escuro, os bigodes dos gatos são imensamente sensíveis e funcionam como antenas de reconhecimento rápido. Eles os usam para identificar coisas que não podem ver. Cientistas sugerem que ao tocarem um rato no escuro, os bigodes farão com que o gato reaja com velocidade e precisão de uma ratoeira. Outros cientistas especulam o gato possa dobrar alguns ou todos os pêlos dos bigodes para baixo quando pulam a noite para detectar pedras ou irregularidades no caminho. Animais do deserto, certamente utilizam deste artifício. Escrito por Amigos dos Felinos às 12h27 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Foi numa quarta-feira de cinzas Parte I Por Suerda Medeiros Minhas cinzas varridas depois de pulos atrás do Ala Ursa do Poço de Santana. Havia sido um grande carnaval, com direito a todas as fantasias. O grandioso e divertido carnaval de Caicó neste ano de 2007. Quarta-feira de cinzas, tão inevitável quanto aquela ressaca que nos acorda. “É de fazer chorar”, como diz a marchinha. Mas, não sabia que aquela quarta-feira seria tão especial na minha vida. De cinzas ela não teve nada ( conforme você vai atestar se continuar lendo este relato ). Aliás, mais uma quarta especial, porque foi numa delas que nasci depois da metade da década de sessenta. Cheguei à casa de Suzete, aniversariando na quarta de cinzas, a primeira da trinca feminina de minha saudosa mãe Maria do Céu. Lá existe um quintal, desses que a gente só vê no interior. Tem dois pés de côco. Tem galinheiro pra ´engordar´ galinha pras visitas. Tem um varal para secar ´tripa´ até ficar crocante e depois assar na brasa. Tem quarador para deixar as roupas reluzentes. E tem uma cadeira de balanço, daquelas que não balançam, enroladas com fios coloridos, que a gente chama de ´macarrão´. Num canto do quintal tem um tambor, onde a água é cuidadosamente guardada quando há perigo da sua escassez. Foi neste cenário que o vi pela primeira vez. Ele era tão pequeno quanto sozinho. Nem os olhos abria. Talvez com medo de enfrentar o mundo inóspito e o frio que sentia na pele coberta por curtos pêlos pretos mesclados de alguns brancos. Fiquei completamente tocada com a cena. A mãe não estava por perto. Nem tinha irmãos com ele. Havia sido deixado ali, ao que pareceu, estrategicamente, por uma mãe em apuros. Pela primeira vez na vida, vi um gato chorar. Nascia ali o primeiro amor-felino-à-primeira-vista da minha vida. ( História que continuarei a escrever e contar amanhã, aqui, no Mundo Felino. ) Escrito por Amigos dos Felinos às 09h07 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ODE AO GATO
Os animais foram imperfeitos, O homem quer ser peixe e pássaro, Não há unidade como ele, Oh pequeno imperador sem orbe, Oh fera independente Eu não. Eu não subscrevo. Minha razão resvalou na sua indiferença, os seus olhos têm números de ouro. Escrito por Amigos dos Felinos às 21h16 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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